segunda-feira, 12 de julho de 2010

Férias de julho não deveriam existir.

Parece uma sina: sempre que chegam as férias de julho, me meto em alguma presepada amorosa. Não sei o que acontece, mas toda vez em que penso nessa época, não tenho boas recordações. Ainda assim, ano passado e esse ano tão pau a pau, não dá pra saber qual foi/tá sendo pior.
Era pra ser tudo lindo, inverno e o caralho a quatro. Confesso que já me meti em confusão por vontade própria, mesmo sabendo que seria um tranco daqueles. 2 anos, vai, volta, briga, volta com ex, se encontra escondido. Sofre, finge que tá tudo bem, fala de uma vez que não tá tudo bem. Pra no fim sair do vai não vai e acabar indo. E depois? "e aí, você tem uma bicicleta pra me emprestar?" Essa é uma boa frase pra puxar conversa depois de transar com uma virgem, substitui o "e aí, você tá bem?" com quase o mesmo efeito.
Me ferrei? Sim. Quanto? Muito. Mas pelo menos eu sabia que isso provavelmente iria acontecer, foi uma escolha, eu ESCOLHI me ferrar, porque naquele momento, pra mim, valeria a pena. Essa é a diferença, não fui desavisada.
Dessa vez, se eu soubesse que iria dar nisso, talvez tivesse ficado na minha. "Onde você tava esse tempo todo?" não é o tipo de coisa que se fala pra alguém quando você não tem certeza. Eu ainda acredito nas pessoas, e sou da seguinte filosofia: não alimente expectativas as quais você não pode/pretende cumprir. Por favor, pessoas, não façam mais isso comigo. Essa história toda de que quanto mais a gente se ferra, mais experiente a gente fica, não cola pra mim. Já passei dessa fase, cada vez que rola uma dessas, menos eu tenho vontade de tentar de novo. PORRA, NÃO TÁ DANDO MAIS.
e dane-se se alguém ler isso tudo.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Coitos e Coitados.

Gente, mais de um ano inteirinho sem postar, que isso... Aí agora ouvindo Smiths me deu vontade.

"To die by your side is such a heavenly way to die..."

Não consigo escrever nada mais do que trechos de música. Posso chamar de bloqueio criativo? e o Rafa quer começar um blog comigo, coitado.
Ai, lembrei de uma coisa esquisita/engraçada. Quando eu tava no primário, não me lembro exatamente em que ano, uma coleguinha de classe por quem eu tinha muito apreço mas que por razões seríssimas não mantive contato (ela leu meu diário super hiper ultra mega top secret - na quarta série) me repreendeu por usar a palavra "coitado". Aí ela foi se explicar, com aquele ar todo seguro - e um pouco hostil - de quem vai repetir uma coisa que ouviu de alguém muito sabido. Esse alguém era a mãe dela, pessoa que pra mim permanece no purgatório intelectual, ou foi muito genial ou muito idiota no que disse, ainda não resolvi. Mas enfim, eis o que ela falou: "A gente não deve falar que ninguém é coitado porque é uma palavra feia, vocês por acaso sabem o que é "coito"? É quando o homem tá transando, acontece uma coisa que chama coito! Aí que a gente não deve ficar chamando ninguém de coitado não."
Acho que nunca mais me esqueço disso...
E até hoje me pergunto se existe relação entre "coito" e "coitado". Não deve ter, não faz sentido! Tá, eu sei que é uma coisa relativamente fácil de se resolver, essa minha dúvida semântica, mas confesso que seria terrível acabar com tal mistério, minha vida perderia 5% da graça.

hey! comecei a formatar meus textos, olha só :)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

o fim ou o começo?

"i've waited hours for this
i've made myself so sick
i wish i'd stayed
asleep today
i never thought this day would end
i never thought tonight could ever be
this close to me
just try to see in the dark
just try to make it work
to feel the fear before you're here
i make the shapes come much too close
i pull my eyes out
hold my breath
and wait until i shake..."

e agora? quando o que você mais quer é justamente aquilo que você mais teme, é preciso ter coragem ou cautela? se em ambos os casos não há final feliz, então antes saciar a vontade e depois encarar a frustração do que ser frustrada sem ter vivido nada.

sábado, 6 de setembro de 2008

talvez se eu parar de alimentar o monstro, ele pare de crescer.
o problema é que eu tô meio que grávida dele. se ele não comer, eu também passo fome. entende?

(music)
"haven't felt me feel real in a long time
why won't you touch me?
everything is yours, nothing's mine
you don't owe me
anything
make mistakes like we know how
we're learning slowly
still the same? i beg to differ
you hardly know me
all the things you say get back at you
today i woke up hurting
did i ever sleep?
wake me up before california
darling boy, i always adore ya
if this is what you want, then i'll leave
baby
maybe
haven't felt so well for some while now
you can't slow me
make mistakes like only i know how
i don't even know me
anymore
all the things i say
give 'em back to me
today i woke up hurting
did i ever sleep?
wake me up before california
darling boy i've never known ya
if this is what you need, then i'll leave
baby
i'm sorry
baby
all the things i say
i'll give 'em back to you
always wake up hurting
did i ever sleep?
wake me up in time for california
and i'm the one to forget all about you
and then i'll leave."

domingo, 3 de agosto de 2008

a complexidade não tá em você, mas sim no que eu sinto. sinto e não entendo, logo não consigo explicar. >/

(music)
"you do something to me
that i can't explain
so would i be out of line
if i said
i miss you?"

domingo, 29 de junho de 2008

(music)
"quando penso em alguém
só penso em você
E ISSO ME DEIXA EXTREMAMENTE IRRITADA."

fim.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

blog! que saudade de postar aqui!!
nunca sobra tempo pra nada, porque eu fico fazendo nada na frente do computador a maior parte do tempo...
pois é! mas cá estou eu :)
a vida tá diferente. bem diferente do ano passado. mas, por incrível (ou não?) que pareça, não tem muita coisa acontecendo e... epa! o diário mesmo é o outro endereço, aqui eu não me abro tanto assim.
...

e o pouco que ainda acontece, dá até vergonha de falar. tanta carência que um alvo tão longínquo se torna cada dia mais instigante. eu, como sempre, tentando me preencher com alguma coisa, que ocupe a minha cabeça e me permita viajar por mundos impossíveis e criar cenas e situações perfeitas.

"imagina, eu lá, assim assim assim, todo mundo assim assim assim, daí aconteceria isso isso e isso... nossa, IMAGINA!" dá pra ficar imensamente feliz desse jeito, mesmo que por apenas alguns momentos.
grrr, que mania! será que todo mundo tem disso? criar toda uma situação, pra dentro de um contexto, inserir os personagens que quiser e controlá-los sem nenhum impecílio? só pra encarar uma outra realidade melhor, mais legal?

isso funciona muito bem pra mim como válvula de escape: me imaginar numa situação em que as coisas aconteceriam de uma maneira fantástica e maravilhosa, do jeito que eu sempre quis...
é um comportamento meio esquisito, mas acho que não sou a única que "sofre" desse mal. "sofro" porque é sempre muito divertido; assim como eu mencionei antes, chego a me sentir feliz de verdade quando imagino uma cena perfeita.
mais esquisita que isso é a sensação que eu tenho depois: parece que por eu ter imaginado, nunca vai acontecer. é bem verdade que a probabilidade de os pensamentos se concretizarem é mínima, mas ainda assim eu fico me sentindo culpada por ter me privado de viver uma coisa tão boa.
estranho? isso não é nada.